Antes de existir a TCMG Top Cut, já existia uma vontade muito clara entre a gente: fazer o competitivo acontecer de verdade em Minas.

A TCMG nasceu numa época em que a gente jogava o tempo todo, mas ainda sentia falta de estrutura. As lojas nem sempre conseguiam apoiar como podiam, o cenário era mais limitado e, em vez de esperar isso mudar sozinho, a gente resolveu construir o nosso próprio espaço.
Foi daí que surgiu a Liga TCMG.
A ideia era simples, mas desde o começo foi levada a sério: criar um circuito mensal em que o campeão do ranking ganharia a passagem para o Nacional. No fim, foram 8 torneios e 8 campeões diferentes. Pra gente, isso dizia muito sobre o grupo que estava se formando. Não era só volume. Já tinha nível, disputa e gente com vontade real de crescer.
Só que a história não começou grande.
A gente jogava onde dava. Teve fase de jogar em McDonald’s, de ser expulso, de improvisar mesa e continuar mesmo assim. E, olhando hoje, talvez tenha sido justamente isso que mais uniu a gente. Antes de resultado, veio a estrada.

Com o tempo, a liga foi crescendo. Os mensais passaram de 25 jogadores, o que, naquela época, já era bastante. E a gente criou o Victory Road, um torneio pensado pra quem ficava fora do top 8 continuar jogando, ganhar confiança e seguir evoluindo.
Isso sempre fez parte do que a TCMG quis ser: um grupo competitivo, mas sem crescer sozinho. A ideia nunca foi fechar a porta. Era puxar o nível pra cima junto.
Depois vieram as viagens, os Regionais, os Nacionais, os resultados e as histórias que ficam.
O Nacional de 2015 foi um desses momentos que marcaram o time. Dyego Rathje foi campeão com Landorus Bats usando um , Renato Christian fez top 4, e eu acabei caindo na win and in. Mais tarde, ainda vieram outros resultados importantes, incluindo o título do Dyego no LAIC 2018.
Esses momentos importam, claro.
Mas a TCMG nunca foi só sobre troféu.
O que mais define a gente é o caminho até eles.
A gente sempre treinou junto, discutiu lista, refinou deck, errou bastante, ajustou rota e tentou de novo. Nem sempre a gente acerta. Nem sempre o treino encaixa. Mas o processo sempre esteve ali. E quando ele encaixa, a gente sabe do que é capaz.

Também é por isso que a TCMG sempre foi mais do que um grupo de jogadores fortes. A gente se encontra pra semanal, troca ideia depois dos torneios, acompanha a preparação uns dos outros e comemora de verdade quando alguém vai bem.
Tem muito orgulho na nossa história, na nossa marca e no que o Pikachu comendo pão de queijo representa pra gente. Pode parecer detalhe, mas não é. Aquilo carrega Minas, amizade, identidade e um jeito muito nosso de viver esse jogo.

O TCMG Top Cut nasce desse caminho todo.
A gente já teve site, já escreveu conteúdo, já fez podcast, já tentou registrar essa história antes. Em algum momento isso se perdeu, mas a vontade nunca saiu. E talvez agora faça mais sentido do que nunca.
Porque a ideia não é só voltar. É voltar do jeito certo.
Criar um espaço com conteúdo honesto, útil e realmente vivido. Falar sobre deck com contexto. Mostrar lista testada de verdade. Escrever sobre preparação, decisão de torneio, leitura de metagame, mentalidade e tudo aquilo que separa só “jogar” de realmente competir.
No fim das contas, a gente quer que esse espaço também ajude outras pessoas a crescer.
Não é sobre clique. Nunca foi.
É sobre qualidade, transparência, comunidade e amor pelo jogo bem jogado.
E, se você também leva o Pokémon TCG a sério — ou está começando a levar agora — esse espaço é seu.
