Fala, galera. É o Wallysson aqui. A Celebração de 30 Anos chegou e a pergunta de sempre volta junto com o set: o que realmente vale comprar?
São 128 cartas na base, todas holográficas, 30 Pikachu diferentes com um garantido por booster. As três cartas de treinador do set são reimpressão: Poké Pad, Switch e Ultra Ball. Treinador novo, nenhum.
Vou passar carta por carta do mesmo jeito de sempre: o que eu compraria, quantas cópias e por quê. Se quiser comparar, a buy list da Escuridão Absoluta tá aqui e a do Caos Ascendente aqui.
O calendário é o que dá pressa
A Celebração de 30 Anos saiu no dia 16 de setembro, e foi a primeira da história do Pokémon TCG a ter lançamento global simultâneo. As cartas ficam legais pro Play! Pokémon no dia 25 de setembro. A Coleção Clássica, aquelas 30 reimpressões com selo de aniversário que incluem o Charizard do Base Set, não é legal em torneio.
No dia seguinte à data de legalidade já tem Regional. Frankfurt, na Alemanha, e Brisbane, na Austrália, acontecem nos dias 26 e 27 de setembro, os dois com o Masters esgotado. São os primeiros Regionais da temporada 2027 nos circuitos europeu e da Oceania.
O Regional de Recife acontece nos dias 3 e 4 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco, que fica em Olinda. A Celebração de 30 Anos vai estar valendo lá, e a gente chega com uma semana de resultado de Frankfurt e Brisbane pra estudar.
O atraso e os preços
Lá fora o lançamento foi tumultuado. Numa Best Buy em Colorado Springs teve gente acampando desde as 21h, 13 horas antes da loja abrir, e a fila deu a volta no prédio. No Reino Unido a The Entertainer limitou a três produtos por pessoa. No Japão, o Mercari proibiu a venda de coleção completa na véspera do lançamento. E antes de tudo isso, a Pokémon Center cancelou uma leva de pedidos da pré-venda, sem explicar se foi bloqueio de bot ou se venderam mais do que tinham.
Aqui no Brasil o problema foi outro. A Copag só começou a enviar no dia 16, que era justamente o dia em que o produto devia estar na prateleira. Enquanto o mundo inteiro abria booster, a gente ainda estava esperando sair do distribuidor. O primeiro lançamento global simultâneo da história do jogo, e o Brasil ficou de fora dele.
E tem a parte mais chata de falar, que é o preço. Lojista cobrando bem acima do sugerido, e gente pagando sem pestanejar. Quando alguém reclama, a resposta é sempre oferta e demanda, como se preço fosse fenômeno da natureza e não decisão de alguém. A demanda são as pessoas.
Quem paga essa conta é quem gosta desse jogo há trinta anos e agora não consegue abrir um produto do aniversário do próprio hobby. Boa parte do estoque vai parar na mão de quem nunca vai abrir pacote nenhum. Faz um tempo que apareceu gente dizendo que Pokémon virou investimento, que é negócio lucrativo, e pode até ser. Só que o sonho de tirar um Charizard e enriquecer trouxe pra cá um monte de gente que não está aqui pelo jogo nem pela coleção, e o que sobra é prateleira vazia e preço que jogador nenhum acompanha.
Mew ex é a carta do set
O tem a habilidade Memory Helix, que deixa ele usar o ataque de qualquer Pokémon do seu banco, desde que você tenha as energias pro ataque. É a mesma ideia do Mew ex que a gente teve anos atrás.
O que me interessa nele é a tipagem e o custo de recuo zero. O HP baixo pesa menos por causa disso: ele nunca fica preso na frente, então dificilmente é ele que vai tomar o nocaute. E poder copiar o ataque do resto do time abre o leque de jogadas. Quanto mais opção em cima da mesa, mais habilidosa fica a partida, e mais divertida também.
Tem também a função de escudo. Montar um Mega custa muito recurso, e se tirarem ele do jogo é muito difícil voltar na partida. Com o Mew ex você ataca com a força do Mega sem precisar botar o Mega na frente.
O Teleportation Burst dá 30 de dano e devolve ele pro banco por uma energia. É a resposta mais rápida que o formato tem pro Budew.
Tem um efeito que não está escrito na carta: quando o oponente começa com um Mew ex virado, você não sabe o que ele tá jogando, e joga respeitando coisa que talvez nem esteja no deck dele.
Por que eu não espero revolução em duas semanas
Uma carta que copia qualquer ataque precisa de tempo de teste. O trabalho é descobrir o que colocar no banco pra ele copiar, quanto espaço isso custa na lista e qual deck aguenta perder esse espaço.
Dessa vez não tem dado japonês pra copiar. O Japão roda formato próprio, e como o lançamento foi global o mundo inteiro começou do zero no mesmo dia. O que já existe são os torneios online do Limitless, que desde o dia 15 já rodam com a Celebração de 30 Anos valendo. Ainda é pouco jogo pra virar estatística, mas é o que tem pra olhar antes de Frankfurt e Brisbane.

