Fala, galera! Aqui é o Wallysson e hoje eu queria fazer um recap do Mundial de San Francisco, que rolou entre 28 e 30 de agosto no Moscone Center, com o domingo no Chase Center.
Acompanhei esse torneio com muito carinho porque queria escrever alguma coisa pra vocês o mais rápido possível, enquanto as partidas ainda estão frescas na cabeça e, principalmente, enquanto o hype do Mundial ainda está vivo.
Na semana passada eu escrevi minha Tier List tentando imaginar o que a gente encontraria em San Francisco. E é claro que esse tipo de artigo sempre tem uma chance enorme de envelhecer mal. Você tenta prever um torneio com quase 800 jogadores, os melhores do mundo, dezenas de decks diferentes e três dias de Pokémon. Alguma coisa você vai errar.
Mas, olhando agora, acho que não passei tanta vergonha assim.
Subestimei um pouco o Basic Box, talvez. Nada absurdo. Muita gente também ficou incrédula com a posição baixa que coloquei o e, depois desse Mundial, continuo achando que não estava tão errado.
E sobre eu acho que fui bem claro: era o melhor deck do formato.
Todo mundo sabia disso antes do torneio, todo mundo se preparou para enfrentar Dragapult e, mesmo assim, quando chegou o domingo, três dos quatro jogadores restantes estavam com alguma versão do deck. E não eram exatamente quatro jogadores quaisquer.
Andrew Hedrick, Henry Chao, Brent Tonisson e Diego Cassiraga.
Sinceramente, é um dos Top 4 mais fortes que eu lembro de ter visto em um Mundial. Se qualquer um daqueles quatro tivesse levantado o troféu no final, ninguém poderia falar que caiu no colo do cara.
No fim, quem se consagrou campeão foi Andrew Hedrick.
E foi de um jeito completamente gelado.
Na segunda partida da final contra Cassiraga, Andrew ganhou sem pegar um único Prêmio, levando Diego ao deck-out.
Aqui tem uma coincidência que eu achei muito legal.
Nove anos antes, em 2017, o próprio Cassiraga estava em uma final de Mundial. E naquela final foi ele quem deixou o adversário sem saída: tirou a Tool do do Naoto Suzuki com
Nove anos depois, de volta a uma final de Mundial, seria ele quem acabaria preso em uma situação onde já não existia mais saída.
Pokémon às vezes escreve umas histórias boas demais sozinho.
E tem outra coisa que eu gostei nesse Mundial. O domingo foi disputado no Chase Center, casa do Golden State Warriors.
E talvez não existisse lugar melhor para o Andrew Hedrick ganhar um Mundial.
Pra quem acompanha NBA, o Warriors tem Stephen Curry, um dos maiores jogadores de todos os tempos e um cara que muita gente brinca que “arruinou o basquete”. Não porque ele seja ruim, obviamente. Pelo contrário. Ele ficou tão bom jogando de uma determinada maneira que o jogo inteiro começou a mudar ao redor dele.
Eu vejo um pouco disso no Andrew e no grupo dele.
É a representação máxima dessa geração do Limitless. Muito dado, muita preparação, milhares de partidas, entender porcentagem, matchup, lista, cada slot dos 60 cards. Os caras são absurdamente bons.






