Fala, galera. É o Wallysson aqui.
O Mundial começa nessa sexta em San Francisco e vai até domingo, 30 de agosto.
Em Los Angeles, 47,1% do Day 2 era Dragapult somando as variações, e o field de lá era bem mais variado do que vai ser o de San Francisco. Pro Mundial a conversa está entre 40% e 50% do Day 1. Se bater nisso, metade das suas partidas vai ser contra o mesmo bicho, pilotado por gente que treinou ele a season inteira.
Aí a tier list para de responder qual deck é mais forte. Ela responde contra o que você aceita perder pra chegar no domingo.
Todo deck dessa lista tem um pedaço do field que ele não quer sentar na frente. incluído. A escolha real é qual pedaço, e o quanto ele vai estar presente naquele dia específico. É assim que eu montei a ordem aqui.

Tier S: Dragapult, e o que muda entre as três versões
As três estão no S porque partem do mesmo motor. O continua sendo a melhor compra do jogo. O bicho não tem fraqueza, a não ser que apareça um do outro lado. E o núcleo é enxuto o bastante pra sobrar espaço pra escolher quase todo o resto da lista.
Uma coisa é igual em todas: o . Indo de segundo, ele compra o tempo que o deck precisa. O oponente fica sem item, e você usa esses turnos pra limpar o baralho e montar a linha com calma. Quando o cara finalmente nocauteia o Budew, na maioria das vezes já tem um Dragapult do outro lado pronto pra atacar e limpar a mesa dele. É por isso que todas as listas jogam ele, e é por isso que quem joga em alto nível bate nesse ponto.
O que separa as três é justamente o que cada uma aceita perder.
Dragapult puro: aceita perder alcance pra ganhar o mirror
Pra mim é o melhor deck do formato. O teto dele não é o mais alto das três, mas nenhuma outra versão repete o próprio jogo tantas vezes seguidas, e em nove rodadas é isso que decide.
Ele não monta uma segunda linha de evolução importante. Então os slots livres vão pra consistência, ou pra atacar o que ele espera encontrar. E o que ele espera encontrar é outro Dragapult.
O é a carta dessa conta, e o Zé já escreveu aqui sobre martelo aparecendo em deck que não deveria precisar dele. Martelo contra um Dragapult sem martelo é vantagem grande. Cada carga que cai é um turno comido do outro lado. E no mirror ele tira a energia do e trava o ciclo de cura, deixando dano exposto na mesa pra você fechar conta dois turnos depois.
O preço é não ter resposta boa pros decks que não são Dragapult. Num torneio que é quase metade Dragapult, eu pago esse preço sem pensar duas vezes.
Dragapult Dusknoir: aceita perder o mirror pra ganhar do resto
A carimba 130 de dano sem energia e sem atacar, e a força dela está em somar com o . O Dragapult espalha o dano no banco, o escolhe onde colocar os 130 em cima, e o que seria um nocaute por turno vira dois ou três de uma vez. É assim que essa versão limpa a mesa e vira a troca de prêmio no meio da jogada.
Contra deck de um prêmio isso pesa mais ainda. O Mergulho Fantasma sozinho às vezes precisa de dois turnos pra resolver o campo, e a dupla resolve num.
Aqui está o problema, e é de contexto, não de deck. O Dusknoir brilha quando o field é variado, porque ele responde coisa que o Dragapult puro não responde. Num torneio em que metade das mesas é mirror, você passa o dia enfrentando o deck em que o fantasma rende menos que o martelo.
Num torneio com mais variação de deck eu acho ele sempre uma boa escolha. Pro Mundial, não.
Dragapult Blaziken: aceita perder o mirror pra ganhar de quem ganha do Dragapult
O resolve energia e, mais importante, entrega um atacante de fogo. Isso muda três matchups de uma vez: , os decks de grama e o Clefairy. São exatamente os lugares onde o Dragapult sente.
Só que ela joga , tem menos espaço, e não cabe nem martelo nem fantasma. Ou seja, ela troca o mirror por cobertura contra o resto.
Em Los Angeles isso já apareceu no número: das quatro variações, foi a única abaixo da média, com 40% de win rate e 18,12% de conversão pro Day 2. As outras três passaram em peso.
A aposta do Blaziken é que o field tenha mais gente tentando bater o Dragapult do que gente jogando Dragapult. Eu não acho que esse vai ser o caso.
Tier A: os decks que aceitam encarar o Dragapult de frente
N's Zoroark, e o que acontece quando ele vai pra selva
Se um deck consegue olhar pro Dragapult e falar "pode vir", é o . E não sou só eu achando isso. O Mateusz Łaszkiewicz falou publicamente que o deck está sendo subestimado.
